Pelo direito de ter quem nos escute

ouvindo c olhos

Por: Alessandra Calbucci

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória.

Nunca vi anunciado curso de escutatória.

Todo mundo quer aprender a falar.

Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória.

Mas acho que ninguém vai se matricular.”

Rubem Alves.

Vai me dizer que você não conhece alguém que diz: “eu tenho direito de falar o que eu penso” e, muitas vezes, diz uma série de coisas, sendo indelicado, grosseiro e não considerando que o que está dizendo pode ferir as pessoas?

Esse “direito” tem sido usado constantemente pelas pessoas como permissão para magoar, agredir e impor verdades como se fossem universais, porque elas entendem que o seu ponto de vista é o correto, e acreditam que têm sempre razão. É claro que todos podem expressar suas ideias, mas o direito de falar, não deveria ser acompanhado do dever de escutar?

Será que em alguns momentos nós também agimos desta maneira? E isso não significa que sejamos cruéis. Como todos os costumes, talvez nem tenhamos refletido sobre isso, porque simplesmente estamos seguindo a “onda do direito de falar”. Já viu discussões sobre política, futebol e religião que acabam em verdadeiras guerras?

Não? Então procure algum post no Facebook sobre esses temas e você se surpreenderá com desrespeito e ofensas. A vida virtual muitas vezes pode se assemelhar à vida real. Nessas discussões, amigos de infância podem brigar para sempre, parentes passarem a se evitar, pessoas que antes eram importantes serem excluídas do Facebook e da vida.

Nesse momento em que “falar muito e escutar pouco” parece que virou lei, observo que tem gente demais falando e gente de menos escutando.

E qual o resultado disso? As pessoas se afastam emocionalmente. Porque grande parte das vezes, precisamos de alguém para nos escutar e não para falar mais do mesmo.

Você já parou para pensar se suas palavras afastaram alguém importante da sua vida? E você, já se afastou de alguma pessoa por ter considerado que a fala dela foi inadequada?

Na maioria das vezes o que ela pensa, você já sabe. E ela também sabe o que você pensa.

A dúvida é se você ou o outro tem a capacidade de, realmente, escutar.

Veja bem, estamos falando aqui sobre a palavra ESCUTAR. Não simplesmente ouvir. Ouvir quase todo mundo é capaz.

Escutar significa prestar atenção no outro, entender o que ele está dizendo, perceber seus sentimentos e poder compreender seu ponto de vista mesmo quando diferente do seu.

Qual a pessoa que você procura quando quer conversar, quando precisa de ajuda? Qual a sua relação mais prazerosa? Com quem gosta realmente de estar? Com pessoas que só falam, que dizem o que “dá na telha”, ou com as que escutam você?

Escutar é um dos caminhos para ter INTIMIDADE com outras pessoas. E intimidade é o antídoto para a SOLIDÃO. Escutar permite que uma pessoa consiga se colocar no lugar do outro. Isso se chama empatia. E a empatia nos aproxima.

Não importa quantos relacionamentos você tem, a quantidade não faz com que você se sinta menos solitário.

Se você tiver apenas um relacionamento íntimo, em que há espaço para a fala cuidadosa, gentil, com o intuito de ajudar um ao outro e uma escuta acolhedora, atenta, isso poderá contribuir para que a solidão se afaste de você.

Por esse motivo, pode ser importante cuidar do que falamos, treinarmos a escuta e tentarmos compreender com o coração o que o outro está dizendo, se não quisermos afastar as pessoas.

Se você se sente mal com as palavras ou a forma que o outro está falando com você, que tal avisá-lo que você está se sentindo desrespeitado, e que não está gostando da conversa?

E se isso não adiantar… Meu amigo, respeite o meu direito de ir buscar alguém que me escute de verdade.

Foto Ale

Alessandra é Psicóloga e coach há 20 anos e é apaixonada pelo universo emocional da mulher. Realiza workshops, palestras e psicoterapia em grupo com esse enfoque, além de atuar na ASEC como monitora, capacitando educadores em saúde emocional de crianças.

Problemas ou Soluções. Onde está seu olhar?

menina pensativaPor: Valdene Fraga

 

Muitas pessoas não pensam sobre as estratégias que usam. Esclarecer isso pode ajudar a termos mais clareza sobre quando o processo de escolha de estratégias começa e como funciona. E uma vez identificado esse processo, ele pode ser alterado.

Ouso dizer que as soluções das questões que nos incomodam estão no problema.

Você já pensou por que nos aprisionamos nas dificuldades/problemas que, muitas vezes, roubam nossa energia de vida?

Sabe aquele mal-estar, sentimento que informa que estamos girando em círculo, patinando na encrenca que se apresenta, sem vislumbrar saídas?

Após esforços, saímos da encrenca, usando os recursos de que dispúnhamos naquele momento (pensamentos, atitudes, ações, com ou sem ajuda externa)… que alívio, a crise passou!

Acontece que vira e mexe, diante das muitas demandas que nos mobilizam, nos vemos, de novo, presos numa nova encrenca que se apresenta.

Ops! Será que o padrão se repete?

Isso tem base bem fundamentada, pois a intenção do nosso mecanismo é “boa”. Trata-se de uma adaptação evolutiva que nos ajuda a evitar perigos e a reagir de forma mais rápida a situações de crise.

Esse é um convite para chacoalhar os conceitos sobre como é o seu olhar para as dificuldades e ampliar a busca de novas estratégias.

Pressupõe-se que uma determinada forma de resolver o problema é uma “habilidade” que se adquiriu. Um jeito de reagir, que foi se assentando, por meio de escolhas que funcionaram em dado momento.

Ficamos satisfeitos e “bingo!” Nosso cérebro sequioso de bem-estar, como que arquiva esse jeito de responder, e o usa como referência para outras situações.

Passamos a generalizar o uso de respostas que funcionaram para situações similares. Ficamos acomodados, não percebemos que a experiência é nova a cada situação e pede estratégias atualizadas.

Ao aceitar que tomamos como “habilidades” a forma de repetir soluções para resolver problemas, podemos perceber que é possível aprender uma habilidade diferente: “focar em soluções”.

Inverte-se a postura para “buscadores de soluções”. O bem-estar que tal atitude, conectada com a ação, promove no nosso estado emocional ancora sentimentos de confiança, autoestima e capacidade.

Esse olhar ativo e o treino constante em “soluções”, promove a “habilidade” e deixa para trás o que não serve mais: “o peso do problema”.

Imagine-se como uma criança aprendendo a ser buscador de soluções, consciente dos sentimentos envolvidos, como valor de saúde integral. Em ambiente solidário, acolhedor e que facilita experimentação.

O programa Amigos do Zippy, promove ambiente e treino cuidadoso junto aos professores no desenvolvimento destas habilidades em crianças.

Quer conhecer a ASEC e os programas que desenvolve? Em nosso Site www.asecbrasil.org.br, você poderá analisar os benefícios.

Considere que sua escola pode ter o diferencial de promover Saúde Emocional como um caminho para a melhoria do futuro de nossas crianças.

 

foto Val peq

Valdene Fraga

Psicóloga formada pela Universidade Braz Cubas com especialização em Programação Neurolinguística, Gestalt Terapia e Psicodrama. Atuou em várias empresas em Recursos Humanos na formação de colaboradores, orientação profissional Individual e em grupos. E é Monitora habilitada em Formação de Docentes para desenvolvimento de competências sócio emocionais, pela ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças, desde 2006.

 

 

 

Você tem uma vida plena e feliz?

 

bem estarPor: Katia Negri

“É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração”, já dizia Vinícius de Moraes! Com toda a admiração e respeito ao poeta, gostaria de perguntar: Será mesmo que é melhor ser alegre que ser triste, e que a alegria é a melhor coisa que existe? Parece uma pergunta tola e sem sentido não é mesmo? Mas, vale a pena refletir um pouco sobre as mensagens que recebemos desde a infância a respeito dos nossos sentimentos e dos padrões que algumas vezes são impostos a nós.

Recentemente encontrei um álbum de fotografias antigas, e ao folheá-lo me deparei com meu rosto de menina, e com um sorriso forçado e espremido no canto da boca. Então, me lembrei da minha mãe, na hora de tirar o retrato, dizendo: “Cadê o sorriso”? E nós, para embelezar a foto e eternizar o momento feliz (mesmo que não fosse tão feliz assim) mostrávamos os dentes para agradá-la! Guardar a imagem das suas três menininhas sorrindo era intenção da minha mãe e eu a agradeço por isso, pois hoje temos nossas recordações de infância, que inclusive estão me inspirando para redigir este texto.

Mas, observando aquelas fotos me dei conta que mostrar felicidade ao mundo parece uma espécie de obrigação, você já notou? E hoje, me pergunto se o sorriso amarelo e forçado da infância não se reflete nas famosas “selfies”, nas respostas: “tudo bem comigo” (mesmo quando tudo vai mal), e no velho hábito de vestir a “máscara da felicidade”.

Sentir alegria sem dúvida é muito prazeroso e agradável, ao passo que sentir tristeza nos traz desconforto, concorda? Então, se pudéssemos escolher afastaríamos a tristeza e ficaríamos somente com as boas sensações que a alegria provoca em nós!

Mas, isso não é possível e essa é uma boa notícia, acredite! Sempre que sentimos tristeza ou qualquer outro sentimento que nos incomoda, como raiva, angústia, medo, entre outros, significa que estamos diante de algo que é percebido por nós como ameaçador e os nossos sentimentos surgem para sinalizar isso. Quer alguns exemplos? Perder alguém que amamos pode ser percebido por nós como uma ameaça, não ser reconhecido por um trabalho que desempenhou pode ameaçar nossa autoestima, e por aí vai….. E isso inclui não somente situações reais, mas também lembranças e pensamentos. Você já se sentiu triste ao lembrar de alguma situação que aconteceu no passado?

Desta forma, se estivermos atentos aos sinais (nossos sentimentos), podemos nos conhecer melhor, e um bom começo é respeitarmos e compreendermos que os sentimentos são naturais e, portanto, não podemos controlá-los ou  escolhê-los! Reconhecê-los e identificá-los é o primeiro passo no caminho do autoconhecimento para uma vida mais saudável emocionalmente.

Agora, imagine se ao longo da vida evitamos entrar em contato com as nossas dores e tristezas? O que você acha que pode acontecer? Com o passar do tempo é possível que nos distanciemos de nós mesmos, das nossas verdades, daquilo que sentimos de fato, para aparentar aquilo que é esperado socialmente.

Quando estamos atentos às nossas emoções e necessidades, podemos fazer algo para aliviar quando surgir um sentimento que provoque desconforto. Sempre podemos fazer algo para cuidar de nós mesmos e nos sentirmos melhor! Tomar um café, um banho quente, conversar com alguém, dormir, chorar…. Tudo aquilo que pode nos ajudar a aliviar nossos sentimentos e que não tenha conseqüências negativas é válido! O que você faz para se sentir melhor quando está triste, por exemplo?

Você sabia que é possível aprender esse tipo de autocuidado de forma sistematizada desde a infância? Por meio dos programas de Educação Emocional, as crianças e os jovens desenvolvem habilidades emocionais e sociais, e ficam mais abastecidos e instrumentalizados para a vida! Fica aqui o convite para que você possa conhecer os programas Amigos do Zippy e Passaporte: Habilidades para a Vida: acesse nosso portal www.asecbrasil.org.br. Vamos investir na Educação Emocional dos pequenos!

E para terminar, como disse o mestre Vinícius, “a alegria é como a luz no coração”, mas a tristeza, o medo, a angústia, o amor, a raiva, e todos os outros sentimentos fazem parte de nós, e são importantes. Reconhecer isso contribui para uma vida plena, com mais Saúde Emocional e, portanto, mais feliz também!

De Mãos dadas

MaosDadasComFlor1Por: Irmãos M. C.

– Ei, você, pode me ouvir? Gostaria de compartilhar reflexões.

– Sim, pois não.

– Que bom! Antes de tudo quero que saiba que não trago verdades, apenas me coloquei a refletir e a sonhar!

– Sim.

– Sonho com o dia em que o egoísmo e o altruísmo caminharão lado a lado, juntos, de mãos dadas.

– Será? Ao que me consta ser egoísta é pensar somente em si, em detrimento de outros. Ser altruísta é exatamente o oposto, é pensar nos outros e em suas necessidades. Como duas coisas opostas podem se encontrar?

– Eu me explico! Falo de uma face do egoísmo, se é que isso seja possível. Da face do cuidar de si, de atender as próprias necessidades. E o quanto esta atitude também o é, em sua essência altruísta. Confuso?

– Parece, me explique mais.

– Pergunto: quem convive continua e ininterruptamente comigo mesmo?

– Ora, você mesmo.

– Então, não é natural o zelo por mim? Não é natural me cuidar?

– Sim, não posso negar.

– E ao zelar, me cuidar, identifico necessidades, simples, complexas, nobres, espúrias, vazias, físicas, emocionais. Entendo que é doloroso demais sofrer, adoecer, me ferir. Daí dedico atenção a mim mesmo, atendo minhas necessidades e desejos, sejam de que natureza forem.

– Estou entendendo. Por favor, continue.

– Esse afã comigo mesmo não poderia ser categorizado como uma atitude altruísta? Quando me cuido, atendo minhas demandas, não delego a outros cuidar de minhas dores e lhe causar sofrimentos e isto não é oferecer ao meio onde vivo o meu melhor?

– Sim.

– Cuidada e acolhida em minhas necessidades percebo também que somente conseguirei de fato estar bem, segura e atender ao que me é necessário se o mundo em que vivo contribua para tal intento. Então, acaba por ser fundamental eu auxiliar no bem maior, no bem comum, no apoio a outros para que suas demandas também sejam atendidas. Quando, cada um de nós colabora para um mundo melhor, o mundo pessoal de cada um também melhora.

– Interessante. É uma ação conjunta. Muitas ideias a se pensar. Um sonho, não?

– Sim, o sonho da reconciliação!

– Reconciliação, como assim?

– Exatamente. Quando olho para mim e me pego no colo, contribuo comigo, não delego aos outros a dolorosa tarefa de me curar, posto impossível. Isso é também altruísmo. Posso também aceitar o auxílio de outros e posso também, quanto mais inteira estou, ir ao socorro de muitos. Estranho, mas parece que auto amor e o amor por outros são duas faces da mesma moeda. Cada um entendendo que amar, em última instância, significa amar o outro.

– Me perdi, não falavas sobre amar a si mesmo.

– Isso é um binômio, pois a almejada felicidade não acontece em duas dimensões, dentro de nós ou fora de nós. É um fenômeno multidimensional, acontecendo na plenitude do ser, por onde quer que ele se manifeste. Qualquer um caminhando em plenitude, dará o seu melhor a favor de si e dos outros.

– Fale um pouco mais.

– Acho que há uma lição, ensinada há séculos, que resume tudo isso: Amar ao próximo como a ti mesmo!

Nesse momento, com espanto, o interlocutor olhou no fundo de seus olhos no espelho.

Irmãos M. C.

Ele é advogado, ela é psicóloga e ambos gostam de conviver, conversar e refletir sobre a vida.

Comportamentos agressivos em crianças e adolescentes: o que pode estar acontecendo?

cry-62326_960_720Por: Katia Negri

Recentemente a mídia e as redes sociais têm veiculado casos em que, adolescentes e crianças utilizam agressividade (tanto física quanto verbal) para lidar com situações de estresse, conflitos com amigos, pais ou professores. Esses comportamentos, muitas vezes impulsivos, acabam nos deixando preocupados e sem saber como lidar com esse tipo de situação.

Vamos iniciar nossa discussão procurando compreender o que existe “por trás” dos nossos comportamentos e atitudes em geral? Para ilustrar, gostaria de contar algo que aconteceu comigo há algum tempo: Enquanto eu aguardava para embarcar, em um aeroporto bem movimentado aqui no Brasil, fui surpreendida por uma senhora que se aproximou de mim e me abraçou. Fiquei sem entender a princípio, mas senti carinho naquele abraço, apesar de sermos totalmente desconhecidas. Depois de algum tempo, ela olhou nos meus olhos e disse: Você me lembra minha filha, por isso quis te abraçar! Passado o susto, fiquei ali com meus pensamentos. Enquanto via a senhora se afastar, comecei a imaginar o que poderia ter acontecido com ela: Será que a filha havia se mudado para outra cidade? Será que ela havia perdido a filha? Não era possível desvendar a situação, mas sabemos que a atitude dela foi motivada por um ou mais sentimentos de intensidade significativa.

A história acima (que me impactou e ficou marcada em minha memória) ilustra a ideia de que: “Por trás” dos nossos comportamentos existem sentimentos. Os sentimentos estão presentes em nós o tempo inteiro, e muitas vezes reagimos a eles de forma automática, ou seja, antes mesmo de reconhecer e identificar o que estamos sentindo, vamos para a ação.  O abraço apertado no aeroporto é uma reação aos sentimentos presentes naquela senhora, naquele instante. Da mesma maneira, o tapa ou a palavra ofensiva também são reações. A diferença é que no segundo caso, quem reage agressivamente provavelmente está lidando com um ou mais sentimentos que chamamos de “desagradáveis” (aqueles que nos incomodam como raiva, medo, ódio, etc…).

Tente se lembrar de alguma situação em que você ou algum conhecido agiu movido por sentimentos desagradáveis, como a raiva, por exemplo, e depois se arrependeu do que fez. Podemos listar uma série de histórias, não é mesmo? Da mesma forma acontece com os jovens e as crianças – eles sentem, reagem e depois precisam lidar com as consequências das suas reações, que em muitos casos são desastrosas e trazem ainda mais desconforto!

Por isso, as repreensões e punições aplicadas por pais e professores acabam tendo pouco efeito educativo, por melhor que sejam as intenções. Elas não ensinam que existem outras possibilidades e não desenvolvem as habilidades emocionais e sociais, fundamentais para lidar de forma mais positiva com as dificuldades da vida e ser capaz de pensar antes de agir, avaliar as conseqüências e fazer boas escolhas.

Parece muito bom que crianças e jovens desenvolvam essas habilidades, não é mesmo?

A boa notícia é que isso é possível por meio de programas de Educação Emocional, como Amigos do Zippy e Passaporte: Habilidades para a Vida, que instrumentalizam as crianças e jovens para lidar com as dificuldades do dia a dia, estimulando-as a identificar e a falar sobre seus sentimentos e a explorar várias maneiras de lidar com eles.

Para saber mais sobre os nossos cursos e programas, entre em contato conosco: www.asecbrasil.org.br

E quando estiver diante de alguma notícia veiculada na mídia ou vídeo nas redes sociais que exponham crianças ou jovens com atitudes agressivas, que tal fazer o exercício de imaginar os sentimentos que eles estão experimentando e qual seria a melhor forma de ajudá-los naquele momento, ao invés de compartilhar em redes sociais?

 

 

Você sabe reconhecer os sinais que mostram que seu filho está precisando de ajuda?

nails-1420329_960_720Por: Katia Negri

Sabe aquele dia em que seu filho chega da escola e você percebe que ele não está bem ou que aconteceu alguma coisa? Sim, ele pode estar passando por alguma dificuldade e isso transparecer na sua expressão facial, no jeito de andar, na voz, na postura, nos comportamentos e por aí vai… E nós, logo identificamos essas mudanças, mas nem sempre sabemos ao certo o que está acontecendo, por isso ficamos também sem saber como ajudá-los.

Observar nossos filhos é fundamental para que possamos perceber quais são os sinais que demonstram que algo não vai muito bem, pois nem sempre é fácil para as crianças e para os jovens falar ou pedir ajuda. Por isso, é muito importante que nós pais estejamos atentos a esses sinais, para que possamos oferecer nosso apoio e, assim, de forma gradativa, eles poderão perceber que podem confiar em nós e pedir ajuda.

Mas, quais são esses sinais? Quando devemos ficar alertas em relação aos nossos filhos?

Destacamos abaixo alguns deles, que podem ser mais comuns, mas é claro que, diante das dificuldades, cada um vai reagir de uma maneira, por isso é importante estarmos próximos, observar e oferecer apoio.

1. Seu filho está mais calado que o habitual, isolando-se mais e evitando contato com você ou com outras pessoas?
2. Você notou uma certa agressividade em sua voz, ou em seus comportamentos? Por exemplo: responder gritando, jogar objetos, etc.
3. Ele tem se mostrado mais irritado?
4. Demonstra falta de interesse pela escola e/ou pelos amigos?
5. Está apático, não quer sair de casa ou fazer atividades que antes lhe davam prazer?

Esses são alguns sinais importantes que podem caracterizar que as crianças ou os jovens estão passando por uma situação de dificuldade. Bullying, rejeição, dificuldade para solucionar conflitos com os amigos, dificuldades de relacionamento – esses podem ser alguns motivos que causam sofrimento nas crianças e jovens, e que podem despertar muitos sentimentos como tristeza, raiva, medo, angústia.

Perceber que os nossos filhos estão diante de alguma dificuldade que traz sofrimento a eles é algo que nos preocupa, não é mesmo? Por isso, muitos pais na tentativa de ajudar os filhos acabam fazendo certa pressão para que eles falem o que aconteceu, ou procuram obter alguma informação com a escola ou amigos antes mesmo de conversar com os eles.

Porém, é fundamental que possamos mostrar aos nossos filhos que eles podem contar conosco e que estamos ali para apoiá-los! E para isso, existem algumas estratégias que podem ajudar:

1. Reserve um tempo para conversar com seu filho. Sabemos o quanto muitas vezes nosso dia a dia é corrido, por isso, destinar um tempo para estar com ele é fundamental.
2. Ouça-o, leve em consideração seus sentimentos, se aproxime como pessoa (lembre-se que você já foi criança e adolescente), procure não julgar e sim compreender.
3. Ofereça apoio para que ele possa se sentir melhor e para encontrarem juntos formas positivas para lidar com as dificuldades.
4. Respeite o tempo dele. Mostre-se disponível, mas não “force a barra”.
Permita que o amor imenso que você sente por seus filhos se reflita nos seus gestos, nas suas palavras, no seu olhar, no seu toque… Fortalecendo cada vez mais o vínculo entre vocês!

Para conhecer os nossos Programas de Educação socioemocional, acesse: www.asecbrasil.org.br

Mensagens que salvam – como garantir a segurança emocional das crianças

mae e filhoPor Tania Paris

Por conta da onda do desafio da Baleia Azul, perguntei a meu neto, de 8 anos, se ele já havia ouvido falar sobre isso e o que achava. Para minha agradável surpresa, após dizer que sim, ele acrescentou:

– Não tem nada a ver entrar nisso. A Baleia Azul é ameaça e … lembra, Tania? … nós aprendemos no Zippy que ninguém tem o direito de ameaçar. “Zippy” é como as crianças se referem ao programa de Educação Emocional denominado Amigos do Zippy. Por meio de suas aulas as crianças desenvolvem habilidades emocionais e sociais para lidar com as dificuldades da vida. Uma das aulas é sobre bullying e nela os professores afirmam:

  1. Ninguém tem o direito de ameaçar outra pessoa
  2. Quem se sentir ameaçado tem o direito de pedir ajuda

Essas afirmativas são solenes, porque há a intenção de ficarem na memória das crianças da mesma forma que os pais esperam que lembrem sempre do “olhe para os dois lados antes de atravessar a rua”.

Quando nossos filhos são pequenos, quase que intuitivamente gravamos mensagens de segurança física na cabecinha deles. Lembro-me de que quando minhas filhas passaram a sair sozinhas eu pedia para que levassem “o dinheiro do ladrão” – algo para darem logo se fossem assaltadas, pois eu queria, acima de tudo, que elas não reagissem a um assalto, que tivessem calma e “uma mensagem gravada na cabeça” (foi uma mensagem dessas que me salvou um dia, norteando-me numa situação crítica). Cada vez que se despediam, eu perguntava se estavam levando o dinheiro do ladrão. Então, quando o Arthur reproduziu com suas palavras uma mensagem de segurança emocional, me coloquei a pensar na força de discutir essas importantes questões fora do perigo, exatamente para que o perigo não se aproxime.

A combinação de duas variáveis ajuda a não ser atropelado: olhar para os dois lados antes de atravessar a rua; e ter preparo físico para conseguir chegar do outro lado. A combinação de duas variáveis ajuda a não ter comportamentos autodestrutivos: ter discernimento de que qualquer opção só é boa se não prejudicar ninguém; e ter preparo emocional, por meio de habilidades emocionais e sociais, para lidar com os desafios que a vida nos apresenta.

Para conhecer o nossos programas de educação socioemocionais para crianças e adolescentes, acesse: www.asecbrasil.org.br

foto-tania-para-publicidadeTania Paris fundou a Associação pela Saúde Emocional de Crianças para dar oportunidades às crianças de aprenderem, desde muito cedo, a lidar com seus sentimentos e com as dificuldades da vida. “Amigos do Zippy” é um programa internacional de Educação Emocional, representado exclusivamente pela ASEC no Brasil, que é desenvolvido em escolas pelos próprios professores das crianças. www.az.org.br

Dando voz aos sentimentos

dando voz aos sentimentosPor: Neide Almeida

Mas, e como podemos ouvir de forma a contribuir para que o outro possa buscar dentro de si mesmo alternativas e estratégias eficazes para lidar com os sentimentos que está experimentando e as circunstâncias que está vivendo?

Pense se você já esteve na situação em que uma pessoa  compartilhou algo com você que parecia não ter muito sentido, as informações não batiam, ou a pessoa te contou novamente algo que ela já havia contado e você percebeu que o relato estava diferente do da primeira vez, ou a pessoa fez perguntas que ela mesma respondeu. Isso acontece porque essa pessoa está fazendo um esforço interno, tentando organizar seus pensamentos e nomear seus sentimentos.

Podemos ajudá-la neste processo se deixarmos nossas experiências e crenças de lado nesse momento e focarmos no que é a vivência para ela, que talvez não seja semelhante à nossa, mas é a dela e, nesse momento, ela pode descobrir mais sobre isso com a nossa ajuda.

Podemos, com a nossa escuta atenta, ser reflexo do que ela está dizendo e sentindo, para que ela se ouça. Podemos comunicar o que estamos compreendendo de forma afetuosa. Uma forma de fazer isso, por exemplo, é repetindo as últimas palavras de frases que a pessoa nos diz ou a parte relevante da narrativa ou o sentimento que percebemos  no relato.

Por exemplo, se alguém nos diz: “Hoje eu queria mais é ficar na cama, longe de tudo hoje e que esse feriado acabe logo”

Sentimento percebido – “Me parece que você está entediada…”

Parte relevante – “Estou percebendo que você queria ficar longe de tudo hoje…”

Últimas palavras – “ Você gostaria que o feriado acabasse logo não é…”

Assim, ajudamos a pessoa a se ouvir e a perceber que a estamos ouvindo também.

A compreensão empática, nos fortalece e nos ajuda a encontrar nosso equilíbrio, porque nos ajuda a entrar em contato com nossos sentimentos, ideias, crenças e pensamentos sem julgamento ou censura. Em função da importância dessa habilidade de “se ouvir” e ouvir o outro de forma empática, no Amigos do Zippy, as crianças começam a aprender desde as primeiras aulas a perceber a si mesmas e aos outros, ouvir e comunicar de forma eficaz seus pensamentos e sentimentos,  fortalecendo-se, assim, para os desafios do dia a dia.

Para saber mais sobre o Amigos do Zippy e outros programas de desenvolvimento socioemocional, acesse: www.asecbrasil.org.br ou www.amigosdozippy.org.br

 

neideNeide Almeida

Atuou por 7 anos no PróHosic em Taubaté no apoio à pacientes e familiares do Depto. de Oncologia e atuou no mesmo período no CVV – Centro de Valorização da Vida, no atendimento emocional à pessoa em crise. Há 10 anos atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.

 

Como encontrar estratégias positivas para lidar com a indisciplina dos alunos em sala de aula?

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Por: Katia Negri

 

 

 

Você sabia que no Brasil o professor gasta 20% do tempo total de aula tranquilizando os alunos e organizando a turma para poder ensinar? É o que mostra uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ficou surpreso com o resultado?

Para aqueles que estão diariamente em sala de aula, o resultado desta pesquisa pode não ter sido tão surpreendente. As questões relacionadas ao comportamento dos alunos na classe fazem parte do cotidiano de milhares de escolas pelo Brasil, mas, apesar de ser algo tão comum e corriqueiro, os impactos negativos são sentidos frequentemente por todos.

Diante desta realidade tão desafiadora, a sala de aula pode se tornar um ambiente cada vez mais distante daquele que queremos para todos: um ambiente que contribui para promover a aprendizagem dos alunos, com boas condições de trabalho para professor. Muitos professores, ao se depararem com a agitação constante dos alunos e os comportamentos identificados como “indisciplina” e já terem experimentado várias estratégias para lidar com isso sem obter os resultados desejados, sentem-se sem recursos para lidar com a situação e por estarem imersos naquele contexto é possível que tenham dificuldade também para identificar outras formas de lidar.

Seria muito pretensioso oferecer dicas na tentativa de eliminar o problema, mas, refletir sobre os comportamentos dos alunos e buscar compreender e identificar novas estratégias pode ser um bom começo para que o professor se sinta mais abastecido quando está dentro da sala de aula.

E por falar em professor, vamos começar nossa reflexão por ele? O ofício principal do professor é promover a aprendizagem e, diferente de algumas outras profissões, o professor necessita da disponibilidade dos alunos para aprender, o que possibilita a realização do seu trabalho. É como diz aquela antiga frase: dever cumprido!

Muitas vezes, alguns comportamentos dos alunos são percebidos pelo professor como: “O aluno não quer aprender!” E isso ao longo do tempo pode despertar uma sensação de impotência e o fato de não conseguir promover aprendizagem da forma como gostaria pode lhe trazer grande frustração.

 E como encontrar estratégias eficazes para lidar com os alunos? A aproximação talvez seja um caminho positivo. Quando nos aproximamos do outro de forma pessoal, temos mais chances de sermos ouvidos e podemos assim compartilhar a responsabilidade de ensinar e aprender! Que tal dizer como se sente aos alunos durante as aulas? Estar aberto para ouvi-los também pode ser uma alternativa para a aproximação! Talvez reservar um momento da aula para conversar sobre outras questões que não sejam os conteúdos a serem trabalhados (os alunos podem ter muito a relatar).

Uma estratégia bastante eficaz são os programas de Educação Emocional, como Amigos do Zippy, Amigos do Maçã e Passaporte: Habilidades para a Vida. Por meio deles, professores e alunos se aproximam e abordam temas extremamente relevantes, que estão inseridos em aulas sistematizadas para desenvolver habilidades e sociais.

Confira abaixo um depoimento de professora que desenvolveu o programa Amigos do Zippy com seu grupo de alunos:

“O programa ajudou muito a amenizar o comportamento de alguns alunos. Apesar de ainda não respeitarem totalmente as regras e combinados da sala, hoje, eles estão muito mais calmos. Já os alunos que não tinham problemas comportamentais, mas eram mais tímidos, hoje estão mais falantes expondo mais as suas ideias. Esses dois aspectos foram notados após as aulas e foi muito positivo para o desenvolvimento do meu trabalho.”

É fundamental que o professor também possa cuidar dos seus sentimentos diante da dificuldade. Prestar atenção nesses sentimentos e fazer algo para aliviar pode contribuir para que perceba quais são as melhores estratégias para lidar com o grupo. Quando estamos de cabeça quente, as chances de fazermos besteira é muito maior, não é mesmo? Além disso, ao cuidar de si, o professor está preservando e promovendo sua Saúde Emocional!

Para saber mais sobre nossos programas, acesse:

www.asecbrasil.org.br

O que é BNCC – A Base Nacional Comum Curricular e suas 10 competências gerais

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Por: Mônica Quirino

A nova BNCC – Base Nacional Comum Curricular – define o conjunto de aprendizagens essenciais a que todos os alunos têm direito na educação básica. O documento que está em debate desde 2014 com a participação do MEC, escolas, educadores e pais, prevê a padronização do currículo escolar da Educação Básica (que engloba os Ensinos: Infantil, Fundamental e Médio) para escolas públicas e particulares de todo o país. No documento, cuja versão final deve estar pronta até final de 2017, os aspectos da educação emocional ganham relevância: há ênfase na construção de habilidades sócio emocionais, que deixa de ser opcional ou complementar e passa a ser objetivo comum a todas as escolas e seus alunos. Isso coloca a Educação Brasileira em compasso com as demandas do século 21.

Há escolas que já se sensibilizaram para a necessidade dessas habilidades e, ao incluir na sua prática o processo de alfabetização sócio emocional, por meio dos programas Amigos do Zippy, Amigos do Maçã e Passaporte: Habilidades pra a Vida, oferecidos pela ASEC, por exemplo, já constatam os ganhos em relação ao desenvolvimento social e afetivo de seus alunos,  além de um impacto positivo em seu desempenho acadêmico. Essas escolas se tornam espaços de convivência acolhedora que leva ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

Ficou com vontade de conhecer quais são essas 10 Competências Gerais? Dê uma olhada no resumo abaixo:

COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Ao longo da Educação Básica, os alunos devem desenvolver dez competências gerais que pretendem assegurar, como resultado do seu processo de aprendizagem e desenvolvimento, uma formação humana integral que visa à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

 

Se tiver vontade de saber mais, acesse os links:

http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base

http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_Guia_de_leitura.pdf

 

E para conhecer nossos programas de Educação Socioemocional, acesse: www.asecbrasil.org.br

 

 

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Mônica Quirino

Profissional habilitada em Formação de docentes para desenvolvimento de competências sócio emocionais pela ASEC, onde é monitora há 5 anos, é bacharel em Direito pela Universidade Padre Anchieta. Tem especialização em Filosofia para crianças pelo IBFC, Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapiente e formação em Coach pelo Instituto Holos. Atua como voluntária no CVV- Centro de Valorização da Vida.