Você sabe o que é “banda estreita”? Saiba como ela pode ajudar as crianças a lidarem com seus sentimentos

olho no olho

Por: Tania Paris

 

Quem usa internet conhece bem as vantagens de uma banda larga. Ela permite o uso simultâneo do recurso de comunicação por múltiplos usuários. Podemos, inclusive, acionar a execução de mais de uma transação através de um mesmo computador. A banda larga é recurso para economizar nosso tempo.

Nosso tempo é um recurso precioso, não estocável, não recuperável. Seja por esse motivo ou outro, estamos aprendendo a funcionar como uma banda larga – atuamos em várias tarefas ao mesmo tempo. Quem é que dirige e durante o tempo do trajeto só dirige? As mães não “assoviam e chupam cana” só porque a boca não é banda larga. Mas arrumar a mochila das crianças enquanto cobram que elas estejam prontas e dá instruções para o marido e confere a mensagem que chegou no Whatsapp, tudo ao mesmo tempo, lá isso quase todas conseguem.

Aí, depois de todo o treinamento que temos para economizar tempo, chega o momento em que uma das crianças volta da escola triste. Nossa tendência é continuar atuando em “banda larga” e tentar “resolver” essa tristeza rapidamente – rapidamente porque existem muitas outras tarefas e problemas para dar conta.

Tristeza, frustração, decepção, medo… dos filhos não se “resolve”. Crianças que estão experimentando sentimentos difíceis precisam de acolhimento para reconhecerem e lidarem com o sentimento, para se desenvolverem emocionalmente. Uma mãe em “banda larga”, preocupada com outras coisas e com o sempre ligado celular, não é adequada.

Momentos como esse são excelentes oportunidades, se for possível virar uma chavinha e mudar para “banda estreita” = processamento de um só usuário. Desligar tudo, a cabeça principalmente, e estar totalmente voltada a facilitar que a criança se expresse e encontre, por ela mesma, seu caminho. A banda larga nos impulsionaria a dar-lhe soluções; a banda estreita permite a sabedoria de dar a ela o tempo de que precisa para desenvolver autopercepção e autonomia. A banda larga nos induziria a subestimar os sentimentos; a banda estreita nos proporciona condições de aproximação, diálogo, participação emocional na vida da criança.

Aos assuntos intelectuais, que tenhamos a banda mais larga possível; aos emocionais, que seja estreita a um único usuário – aquele a quem tanto amamos.

 

foto-tania-para-publicidadeTania Paris fundou a Associação pela Saúde Emocional de Crianças para dar oportunidades às crianças de aprenderem, desde muito cedo, a lidar com seus sentimentos e com as dificuldades da vida. “Amigos do Zippy” é um programa internacional de Educação Emocional, representado exclusivamente pela ASEC no Brasil, que é desenvolvido em escolas pelos próprios professores das crianças. www.az.org.br

Você já se sentiu sem saída?

girl-868783_960_720Por: Katia Negri

Você já passou por alguma situação na vida em que achou que não “daria conta” ou que desistiria de tudo, e no final conseguiu superar e encontrar caminhos para se reerguer e dar a “volta por cima”?

Muitos de nós temos uma ou mais histórias assim para contar, não é mesmo? Elas podem estar relacionadas à dificuldade financeira, separação conjugal, morte de alguém querido, problemas familiares, questões profissionais, situações que envolvam doença, entre outras. E, algumas vezes, vivenciamos várias dificuldades ao mesmo tempo.

Você já passou por isso? Sabe aquela fase difícil da vida, em que pensamos: “O que mais falta acontecer?”

Diante de tantas dificuldades, podemos nos sentir sobrecarregados e sem forças para seguir adiante, mas de alguma forma seguimos; de alguma maneira encontramos forças para lidar com todos os sentimentos desconfortáveis que nos machucam por dentro. Você já parou para tentar identificar o que nos impulsiona para frente, o que nos faz continuar e não desistir?

Existe algo que está dentro de todos nós e que muitas vezes só percebemos quando estamos diante dessas situações difíceis da vida. São os nossos recursos internos!

Cada um de nós nasce com a capacidade de desenvolver, de forma praticamente infinita, recursos internos para lidar com as adversidades da vida e com os sentimentos que elas podem gerar. Sabe quando nos lembramos de determinada situação e pensamos: “Nossa como eu consegui fazer aquilo”? “Como consegui lidar com a enorme tristeza que aquele evento despertou em mim”?

Conseguimos porque ao longo da vida vamos desenvolvendo em maior ou menor escala, nossa capacidade de lidar com as dificuldades. Isso quer dizer que todos nós sempre teremos recursos suficientes para lidar com qualquer situação desafiadora?

Não podemos afirmar que sim, mas sabemos que, quanto mais ferramentas tivermos, maiores serão as chances de nos sentirmos abastecidos.

Quer um exemplo prático?

Pedir ajuda pode ser um importante recurso diante de inúmeras situações desafiadoras em nossas vidas. Mas, para alguns de nós, pedir ajuda pode não ser tão fácil! Ou porque acreditamos que é sinal de fraqueza e incompetência, ou porque nos preocupamos com o que o outro pode pensar de nós, ou ainda porque não fomos estimulados a buscar o auxílio das outras pessoas.

Alguns de nós, depois de passar por certas circunstâncias em nossas vidas, pensamos: “Se não fosse fulano me ajudar, não sei o que teria sido de mim”. Mas, não podemos nos esquecer da nossa habilidade em pedir e aceitar ajuda, que combinada com a atitude positiva do outro, faz toda diferença.

E, nesse caso, podemos entender a palavra “ajuda” não somente para resolver o problema propriamente dito, mas existem muitas formas de receber e oferecer ajuda: ouvir o outro de forma empática e sem julgamentos, estar ao lado de alguém que está passando por uma dificuldade, mostrando importar-se com seus sentimentos, também são importantes maneiras de ajudar alguém.

Além de pedir ajuda, existem outros recursos internos, que quando desenvolvidos, fortalecem nossa Saúde Emocional. Encontrar formas de nos sentirmos melhor quando experimentamos algum sentimento que traz desconforto, a capacidade de nos comunicarmos com clareza e assertividade, a habilidade de buscar muitas estratégias para resolver um determinado problema e identificar qual é a melhor solução, são alguns exemplos de recursos e habilidades que podemos desenvolver ao longo da vida.

Você já parou para pensar se no seu dia-a-dia você inclui atividades e/ou pequenas ações e cuidados que contribuem para sua Saúde Emocional?

Independentemente de estar vivendo um momento mais delicado da vida ou não, ações voltadas para a promoção de nosso bem-estar podem enriquecer nossos recursos internos para que possamos lidar cada vez melhor com as dificuldades que enfrentamos agora ou que podemos vir a enfrentar no futuro.

Já pensou na possibilidade de seus filhos, sobrinhos ou alunos terem a oportunidade de desenvolver habilidades emocionais e sociais, e aumentar de forma significativa seus recursos para lidar com as dificuldades da vida por meio da Educação Emocional?

Sim, isso é possível e certamente contribuirá para o seu sucesso em várias esferas da vida! Acesse nosso portal e conheça nos cursos e programas: www.asecbrasil.org.br.

Qual o limite entre a gozação e o bullying?

pegadinha

Por: Tania Paris

A lei 13.185, de novembro de 2015, instituiu o Programa de combate à Intimidação Sistemática (bullying).

Segundo a mesma, bullying é todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

Então, uma brincadeira que ridiculariza uma deficiência ou fraqueza de alguém só seria considerada bullying quando se tornasse frequente, certo? Dessa forma, se estivermos convencidos da necessidade de combater o bullying, deveríamos estar atentos para coibir essas brincadeiras quando estivessem sendo repetidas. É isso? Mas, repetidas quantas vezes? Qual seria a quantidade de vezes que indicaria um “farol amarelo”? E quando saber que já se tornou vermelho?

Há algum tempo atrás, escutei um pai orgulhoso contando sobre seu filho pequeno, inteligente e muito engraçado, que fazia gozações com colegas e vizinhos sob notório incentivo da família. Cheguei a mencionar a palavra bullying, mas a plateia que ria dos relatos desconsiderou meu comentário. Tecnicamente falando, eu estava errada. Mas não consigo esquecer aquela cena. Lembro-me dela com um título: como criar um intimidador.

Queria propor um novo limite entre a gozação e o bullying: a intenção.

Se a vítima se magoou com a brincadeira, o agressor que não estava mal-intencionado recua, pede desculpas, “se toca”, porque usa empatia para compreender o custo de sua diversão. Mas se a intenção tiver sido impressionar a plateia na base do custe o que custar… bem… Pais, vamos esvaziar essa plateia; vamos educar nossas crianças para que possamos todos viver num mundo mais saudável.

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Tania Paris fundou a Associação pela Saúde Emocional de Crianças para dar oportunidades às crianças de aprenderem, desde muito cedo, a lidar com seus sentimentos e com as dificuldades da vida. “Amigos do Zippy” é um programa internacional de Educação Emocional, representado exclusivamente pela ASEC no Brasil, que é desenvolvido em escolas pelos próprios professores das crianças. www.az.org.br

Frustração infantil e a importância de dizer não

birra

Por: Paola Centieiro

Outro dia deparei-me com uma cena, que acredito já ter sido presenciada por muitos de nós: em um supermercado uma criança se debatia no chão enquanto que uma mãe, constrangida, tentava calmamente conversar com ela e explicar o porquê de não poder levar o chocolate pedido naquele dia. Quantos de nós já não vimos ou, até mesmo, vivenciamos uma situação como essa, não é mesmo?

Ao observar aquela cena, logo pensei em quantos sentimentos estavam ali envolvidos, o constrangimento da mãe, a raiva da criança, e o que deve ter dado início a tudo isso, a tal da frustração.

Mas, afinal, o que é frustração?

Frustração é o sentimento que nos abate em decorrência da não realização de um desejo ou expectativa e, geralmente, vem de “mãos dadas” com muitos outros sentimentos, como a raiva e a tristeza. Apesar da frustração ser muito associada ao fracasso ou desilusão, ela é de extrema importância para o desenvolvimento emocional sadio.

Vivemos em uma era de imediatismos, rapidez e satisfação instantânea. Desde pequenas as crianças estão acostumadas a ter acesso a desenhos ilimitados em canais infantis e na internet, jogos ao alcance dos dedos em tablets e celulares, satisfação instantânea.

Lembram-se dos tempos de “outrora” quando tínhamos que aguardar, ansiosamente, pelos desenhos animados nos programas infantis matinais? Quando tínhamos que aguardar a visita de primos e amigos para termos com quem brincar com nossos jogos de tabuleiro, bonecos de ação ou para ter quem batesse a corda de pular no quintal de casa? Eram tempos em que recebíamos, diariamente, uma pequena dose de frustração! Aí está, a tal da frustração presente, desde cedo, em nossas vidas, não somente nos momentos de fracasso ou grande desilusão, mas em nosso cotidiano, nas pequenas ações diárias.

Como adultos sabemos que nem sempre poderemos ter o que desejamos, ou na velocidade em que desejamos, exigindo, muitas vezes, trabalho e dedicação para alcançarmos nossos desejos e objetivos. Assim, percebemos que as frustrações são parte inerente da vida adulta; conseguir encará-las e encontrar formas de lidar com o desconforto causado por elas são fundamentais para nosso crescimento interior e bem-estar emocional.

Na ânsia de ver nossos filhos felizes e realizados podemos acabar nos esforçando em atender a todos os seus desejos, acreditando que, ao negar-lhes algo, estaremos lhes causando sofrimento. Quando os pais tentam de todas as maneiras evitar qualquer tipo de sofrimento ou frustração da criança estão sendo imediatistas porque, poupando-os desse tipo de sofrimento, privam seus filhos de oportunidades de crescimento pessoal e de compreensão de mundo. O excesso de proteção pode, futuramente, resultar em adultos que não conseguem lidar com as frustrações cotidianas e adversidades da vida.

A cada situação de frustração vivenciada a criança aprende a encontrar uma forma de lidar com desconforto gerado pela negação do seu desejo, a perseverar em seus objetivos, a encontrar novos caminhos e superar adversidades. Nesse sentido podemos dizer que passar por situações de frustração abre espaço para desenvolver resiliência, também tão importante em nosso desenvolvimento social e emocional.

Pequenas doses de frustração são necessárias para que as crianças compreendam que a frustração faz parte da vida. Ao permitirmos que as crianças se frustrem algumas vezes contribuímos para que elas sejam adultos mais resilientes e compreensivos. O não é um ato de amor.

É comum que crianças pequenas chorem ou “façam birra” ao sentirem-se frustradas pelas primeiras vezes e sabemos como pode ser dolorido ver o sofrimento de uma pessoa querida por nós, mesmo quando sabemos a importância daquele momento. Voltando à imagem da criança no chão do supermercado reflito em quanto amor estava envolvido naquele “não” àquela criança, no esperar da mãe para que a criança se acalmasse e na conversa sobre os motivos de não poder levar o chocolate naquele dia.

Ao nos sentirmos apoiados quando nos frustramos, percebemos que “tudo bem” as coisas não saírem da forma que planejamos ou desejávamos, e “tudo bem” nos sentirmos tristes ou com raiva por conta disso.

Aprender, desde cedo, a buscar estratégias para lidar com o desconforto emocional que sentimos e encontrar formas de nos sentirmos melhor, mesmo em meio as adversidades é uma ferramenta importante, que pode ser uma poderosa aliada na hora de dizer não.

Lidar com os sentimentos desagradáveis é um dos pilares dos programas e cursos de Educação Emocional da ASEC.

Para saber mais, acesse: www.az.org.br

Paolitcha

Paola é professora, atuou durante 13 anos em turmas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, em escolas e instituições sem fins lucrativos. Desde 2014 atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças e como coordenadora do núcleo regional do Rio de Janeiro.

Você é empático sim!

menina empatica

Por: Neide Almeida

Vamos fazer um teste?

Você já salivou ao ver uma comidinha quente, cheirosa ou alguém saboreando um petisco apetitoso, anotou alguma receita da tv e guardou para fazer em um dia especial?

Quando você ouve uma notícia de catástrofe, você desliga a tv ou pede para parar quando uma pessoa conta algo violento?

Todas essas reações estão de alguma maneira ligadas à empatia, que é definida como “habilidade de se colocar no lugar do outro, de entender a partir da perspectiva dele, com os olhos dele”. É o ato criativo de ver as situações sob o ponto de vista do outro, entrar no mundo dele, ficar à vontade mesmo que não concorde com o que ele sente, e se isentar de emitir julgamentos.

Agora vamos pensar nos benefícios de uma conexão empática.

É bom quando alguém percebe nossas ações positivas, quando podemos falar dos nossos sentimentos, quando somos respeitados. E quando nos perguntam se queremos ajuda em algo, é bom quando o outro nos ajuda a pensar nas estratégias, mas sem dizer “faça isso ou aquilo”.

Nos sentimos bem quando pedimos mais uma explicação e ficamos à vontade para pedir mais uma vez, sem sermos alvo de censura ou ironia.

É bom quando ouvimos alguém querido dizer estar com saudades, quando recebemos um abraço e, quando em luto, mesmo sem tê-lo comunicado, que um abraço juntou nossos pedaços, ou quando recebemos algo que estávamos precisando seja material ou emocional, ficamos pensando… “Como é que ele(a) adivinhou?”

 A empatia nos ajuda a viver com mais leveza, suaviza nosso caminhar, seja ele qual for; é uma habilidade que podemos desenvolver, e fortalecer mais e mais à medida que praticamos na rotina do dia a dia. A empatia é como um jardim, no qual, independentemente da diversidade das flores e das intempéries do tempo, quanto mais entendemos e respeitamos a natureza de cada uma delas mais seremos assertivos nas podas e na rega, tendo como resultado o desfrutar do visual, dos aromas, de formatos, texturas, das diferentes flores que embelezam nossos olhos e alegram nossa alma.

A empatia nos mobiliza a ser solidários, a escutar, a interagir, reconhecer limites, comunicar, impor limites, ser tolerantes; e podemos nutrir para sermos cada vez mais empáticos ao longo da vida.

Convido-os a um exercício: olhe um pouco mais para a pessoa que está ao seu lado em casa, na rua, no trabalho na fila do supermercado, na praça, na sala de aula, na academia…  Amorosamente olhe… Perceba os olhos, cabelos, as marca que ela traz no rosto, o jeito de andar de falar, de sentar, se for muito diferente do seu jeito imagine-se com aquele jeito, imagine-se vestindo aquela roupa, imagine-se no lugar dela.  Ofereça algo, pergunte como ela está, se importe, sorria… uma saudação verdadeira, um sorriso, pode mudar a trajetória do dia, da semana, da vida dessa pessoa.

Se desde cedo as crianças desenvolverem sua capacidade de empatia, teremos adultos tolerantes, conscientes do efeito das suas escolhas, para si e para a sociedade, protagonistas da sua história, solidários. Educar uma geração a ser empática pode se transformar num fenômeno de massa trazendo uma mudança fundamental nas relações e no mundo.

No programa Amigos do Zippy crianças aprendem habilidades emocionais e sociais. Já na primeira aula começam a praticar, de maneira simples e lúdica, a empatia.

O desenvolvimento dessa fundamental habilidade é reforçado em inúmeras atividades, em que aprendem a acolher os seus sentimentos e os dos outros, passando pelas habilidades de comunicação tão valiosas para um convívio saudável, franco, apoiador de escolhas eficazes para se sentir melhor, e segue nos módulos seguintes aprendendo a gerenciar suas emoções em situações de conflitos, especialmente elaboradas para sua faixa etária, sempre apoiadas pelo professor especialmente capacitado pela ASEC.

Esse professor também tem a oportunidade de se perceber empático e de reforçar e compartilhar suas habilidades. E enquanto ele facilita o processo de cada aluno, percebe outras áreas sendo afetadas positivamente; e não é incomum, a reflexão com a conclusão pelo desejo de ter tido contato mais cedo com essas ferramentas e ter vivenciado um ciclo de aprendizagem de promoção de saúde integral, que fornece recursos para enfrentar os desafios da sua própria vida.

 neideNeide Almeida

Atuou por 7 anos no PróHosic em Taubaté no apoio à pacientes e familiares do Depto. de Oncologia e atuou no mesmo período no CVV – Centro de Valorização da Vida, no atendimento emocional à pessoa em crise. Há 10 anos atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.

Pelo direito de ter quem nos escute

ouvindo c olhos

Por: Alessandra Calbucci

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória.

Nunca vi anunciado curso de escutatória.

Todo mundo quer aprender a falar.

Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória.

Mas acho que ninguém vai se matricular.”

Rubem Alves.

Vai me dizer que você não conhece alguém que diz: “eu tenho direito de falar o que eu penso” e, muitas vezes, diz uma série de coisas, sendo indelicado, grosseiro e não considerando que o que está dizendo pode ferir as pessoas?

Esse “direito” tem sido usado constantemente pelas pessoas como permissão para magoar, agredir e impor verdades como se fossem universais, porque elas entendem que o seu ponto de vista é o correto, e acreditam que têm sempre razão. É claro que todos podem expressar suas ideias, mas o direito de falar, não deveria ser acompanhado do dever de escutar?

Será que em alguns momentos nós também agimos desta maneira? E isso não significa que sejamos cruéis. Como todos os costumes, talvez nem tenhamos refletido sobre isso, porque simplesmente estamos seguindo a “onda do direito de falar”. Já viu discussões sobre política, futebol e religião que acabam em verdadeiras guerras?

Não? Então procure algum post no Facebook sobre esses temas e você se surpreenderá com desrespeito e ofensas. A vida virtual muitas vezes pode se assemelhar à vida real. Nessas discussões, amigos de infância podem brigar para sempre, parentes passarem a se evitar, pessoas que antes eram importantes serem excluídas do Facebook e da vida.

Nesse momento em que “falar muito e escutar pouco” parece que virou lei, observo que tem gente demais falando e gente de menos escutando.

E qual o resultado disso? As pessoas se afastam emocionalmente. Porque grande parte das vezes, precisamos de alguém para nos escutar e não para falar mais do mesmo.

Você já parou para pensar se suas palavras afastaram alguém importante da sua vida? E você, já se afastou de alguma pessoa por ter considerado que a fala dela foi inadequada?

Na maioria das vezes o que ela pensa, você já sabe. E ela também sabe o que você pensa.

A dúvida é se você ou o outro tem a capacidade de, realmente, escutar.

Veja bem, estamos falando aqui sobre a palavra ESCUTAR. Não simplesmente ouvir. Ouvir quase todo mundo é capaz.

Escutar significa prestar atenção no outro, entender o que ele está dizendo, perceber seus sentimentos e poder compreender seu ponto de vista mesmo quando diferente do seu.

Qual a pessoa que você procura quando quer conversar, quando precisa de ajuda? Qual a sua relação mais prazerosa? Com quem gosta realmente de estar? Com pessoas que só falam, que dizem o que “dá na telha”, ou com as que escutam você?

Escutar é um dos caminhos para ter INTIMIDADE com outras pessoas. E intimidade é o antídoto para a SOLIDÃO. Escutar permite que uma pessoa consiga se colocar no lugar do outro. Isso se chama empatia. E a empatia nos aproxima.

Não importa quantos relacionamentos você tem, a quantidade não faz com que você se sinta menos solitário.

Se você tiver apenas um relacionamento íntimo, em que há espaço para a fala cuidadosa, gentil, com o intuito de ajudar um ao outro e uma escuta acolhedora, atenta, isso poderá contribuir para que a solidão se afaste de você.

Por esse motivo, pode ser importante cuidar do que falamos, treinarmos a escuta e tentarmos compreender com o coração o que o outro está dizendo, se não quisermos afastar as pessoas.

Se você se sente mal com as palavras ou a forma que o outro está falando com você, que tal avisá-lo que você está se sentindo desrespeitado, e que não está gostando da conversa?

E se isso não adiantar… Meu amigo, respeite o meu direito de ir buscar alguém que me escute de verdade.

Foto Ale

Alessandra é Psicóloga e coach há 20 anos e é apaixonada pelo universo emocional da mulher. Realiza workshops, palestras e psicoterapia em grupo com esse enfoque, além de atuar na ASEC como monitora, capacitando educadores em saúde emocional de crianças.

Problemas ou Soluções. Onde está seu olhar?

menina pensativaPor: Valdene Fraga

 

Muitas pessoas não pensam sobre as estratégias que usam. Esclarecer isso pode ajudar a termos mais clareza sobre quando o processo de escolha de estratégias começa e como funciona. E uma vez identificado esse processo, ele pode ser alterado.

Ouso dizer que as soluções das questões que nos incomodam estão no problema.

Você já pensou por que nos aprisionamos nas dificuldades/problemas que, muitas vezes, roubam nossa energia de vida?

Sabe aquele mal-estar, sentimento que informa que estamos girando em círculo, patinando na encrenca que se apresenta, sem vislumbrar saídas?

Após esforços, saímos da encrenca, usando os recursos de que dispúnhamos naquele momento (pensamentos, atitudes, ações, com ou sem ajuda externa)… que alívio, a crise passou!

Acontece que vira e mexe, diante das muitas demandas que nos mobilizam, nos vemos, de novo, presos numa nova encrenca que se apresenta.

Ops! Será que o padrão se repete?

Isso tem base bem fundamentada, pois a intenção do nosso mecanismo é “boa”. Trata-se de uma adaptação evolutiva que nos ajuda a evitar perigos e a reagir de forma mais rápida a situações de crise.

Esse é um convite para chacoalhar os conceitos sobre como é o seu olhar para as dificuldades e ampliar a busca de novas estratégias.

Pressupõe-se que uma determinada forma de resolver o problema é uma “habilidade” que se adquiriu. Um jeito de reagir, que foi se assentando, por meio de escolhas que funcionaram em dado momento.

Ficamos satisfeitos e “bingo!” Nosso cérebro sequioso de bem-estar, como que arquiva esse jeito de responder, e o usa como referência para outras situações.

Passamos a generalizar o uso de respostas que funcionaram para situações similares. Ficamos acomodados, não percebemos que a experiência é nova a cada situação e pede estratégias atualizadas.

Ao aceitar que tomamos como “habilidades” a forma de repetir soluções para resolver problemas, podemos perceber que é possível aprender uma habilidade diferente: “focar em soluções”.

Inverte-se a postura para “buscadores de soluções”. O bem-estar que tal atitude, conectada com a ação, promove no nosso estado emocional ancora sentimentos de confiança, autoestima e capacidade.

Esse olhar ativo e o treino constante em “soluções”, promove a “habilidade” e deixa para trás o que não serve mais: “o peso do problema”.

Imagine-se como uma criança aprendendo a ser buscador de soluções, consciente dos sentimentos envolvidos, como valor de saúde integral. Em ambiente solidário, acolhedor e que facilita experimentação.

O programa Amigos do Zippy, promove ambiente e treino cuidadoso junto aos professores no desenvolvimento destas habilidades em crianças.

Quer conhecer a ASEC e os programas que desenvolve? Em nosso Site www.asecbrasil.org.br, você poderá analisar os benefícios.

Considere que sua escola pode ter o diferencial de promover Saúde Emocional como um caminho para a melhoria do futuro de nossas crianças.

 

foto Val peq

Valdene Fraga

Psicóloga formada pela Universidade Braz Cubas com especialização em Programação Neurolinguística, Gestalt Terapia e Psicodrama. Atuou em várias empresas em Recursos Humanos na formação de colaboradores, orientação profissional Individual e em grupos. E é Monitora habilitada em Formação de Docentes para desenvolvimento de competências sócio emocionais, pela ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças, desde 2006.

 

 

 

Você tem uma vida plena e feliz?

 

bem estarPor: Katia Negri

“É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração”, já dizia Vinícius de Moraes! Com toda a admiração e respeito ao poeta, gostaria de perguntar: Será mesmo que é melhor ser alegre que ser triste, e que a alegria é a melhor coisa que existe? Parece uma pergunta tola e sem sentido não é mesmo? Mas, vale a pena refletir um pouco sobre as mensagens que recebemos desde a infância a respeito dos nossos sentimentos e dos padrões que algumas vezes são impostos a nós.

Recentemente encontrei um álbum de fotografias antigas, e ao folheá-lo me deparei com meu rosto de menina, e com um sorriso forçado e espremido no canto da boca. Então, me lembrei da minha mãe, na hora de tirar o retrato, dizendo: “Cadê o sorriso”? E nós, para embelezar a foto e eternizar o momento feliz (mesmo que não fosse tão feliz assim) mostrávamos os dentes para agradá-la! Guardar a imagem das suas três menininhas sorrindo era intenção da minha mãe e eu a agradeço por isso, pois hoje temos nossas recordações de infância, que inclusive estão me inspirando para redigir este texto.

Mas, observando aquelas fotos me dei conta que mostrar felicidade ao mundo parece uma espécie de obrigação, você já notou? E hoje, me pergunto se o sorriso amarelo e forçado da infância não se reflete nas famosas “selfies”, nas respostas: “tudo bem comigo” (mesmo quando tudo vai mal), e no velho hábito de vestir a “máscara da felicidade”.

Sentir alegria sem dúvida é muito prazeroso e agradável, ao passo que sentir tristeza nos traz desconforto, concorda? Então, se pudéssemos escolher afastaríamos a tristeza e ficaríamos somente com as boas sensações que a alegria provoca em nós!

Mas, isso não é possível e essa é uma boa notícia, acredite! Sempre que sentimos tristeza ou qualquer outro sentimento que nos incomoda, como raiva, angústia, medo, entre outros, significa que estamos diante de algo que é percebido por nós como ameaçador e os nossos sentimentos surgem para sinalizar isso. Quer alguns exemplos? Perder alguém que amamos pode ser percebido por nós como uma ameaça, não ser reconhecido por um trabalho que desempenhou pode ameaçar nossa autoestima, e por aí vai….. E isso inclui não somente situações reais, mas também lembranças e pensamentos. Você já se sentiu triste ao lembrar de alguma situação que aconteceu no passado?

Desta forma, se estivermos atentos aos sinais (nossos sentimentos), podemos nos conhecer melhor, e um bom começo é respeitarmos e compreendermos que os sentimentos são naturais e, portanto, não podemos controlá-los ou  escolhê-los! Reconhecê-los e identificá-los é o primeiro passo no caminho do autoconhecimento para uma vida mais saudável emocionalmente.

Agora, imagine se ao longo da vida evitamos entrar em contato com as nossas dores e tristezas? O que você acha que pode acontecer? Com o passar do tempo é possível que nos distanciemos de nós mesmos, das nossas verdades, daquilo que sentimos de fato, para aparentar aquilo que é esperado socialmente.

Quando estamos atentos às nossas emoções e necessidades, podemos fazer algo para aliviar quando surgir um sentimento que provoque desconforto. Sempre podemos fazer algo para cuidar de nós mesmos e nos sentirmos melhor! Tomar um café, um banho quente, conversar com alguém, dormir, chorar…. Tudo aquilo que pode nos ajudar a aliviar nossos sentimentos e que não tenha conseqüências negativas é válido! O que você faz para se sentir melhor quando está triste, por exemplo?

Você sabia que é possível aprender esse tipo de autocuidado de forma sistematizada desde a infância? Por meio dos programas de Educação Emocional, as crianças e os jovens desenvolvem habilidades emocionais e sociais, e ficam mais abastecidos e instrumentalizados para a vida! Fica aqui o convite para que você possa conhecer os programas Amigos do Zippy e Passaporte: Habilidades para a Vida: acesse nosso portal www.asecbrasil.org.br. Vamos investir na Educação Emocional dos pequenos!

E para terminar, como disse o mestre Vinícius, “a alegria é como a luz no coração”, mas a tristeza, o medo, a angústia, o amor, a raiva, e todos os outros sentimentos fazem parte de nós, e são importantes. Reconhecer isso contribui para uma vida plena, com mais Saúde Emocional e, portanto, mais feliz também!

De Mãos dadas

MaosDadasComFlor1Por: Irmãos M. C.

– Ei, você, pode me ouvir? Gostaria de compartilhar reflexões.

– Sim, pois não.

– Que bom! Antes de tudo quero que saiba que não trago verdades, apenas me coloquei a refletir e a sonhar!

– Sim.

– Sonho com o dia em que o egoísmo e o altruísmo caminharão lado a lado, juntos, de mãos dadas.

– Será? Ao que me consta ser egoísta é pensar somente em si, em detrimento de outros. Ser altruísta é exatamente o oposto, é pensar nos outros e em suas necessidades. Como duas coisas opostas podem se encontrar?

– Eu me explico! Falo de uma face do egoísmo, se é que isso seja possível. Da face do cuidar de si, de atender as próprias necessidades. E o quanto esta atitude também o é, em sua essência altruísta. Confuso?

– Parece, me explique mais.

– Pergunto: quem convive continua e ininterruptamente comigo mesmo?

– Ora, você mesmo.

– Então, não é natural o zelo por mim? Não é natural me cuidar?

– Sim, não posso negar.

– E ao zelar, me cuidar, identifico necessidades, simples, complexas, nobres, espúrias, vazias, físicas, emocionais. Entendo que é doloroso demais sofrer, adoecer, me ferir. Daí dedico atenção a mim mesmo, atendo minhas necessidades e desejos, sejam de que natureza forem.

– Estou entendendo. Por favor, continue.

– Esse afã comigo mesmo não poderia ser categorizado como uma atitude altruísta? Quando me cuido, atendo minhas demandas, não delego a outros cuidar de minhas dores e lhe causar sofrimentos e isto não é oferecer ao meio onde vivo o meu melhor?

– Sim.

– Cuidada e acolhida em minhas necessidades percebo também que somente conseguirei de fato estar bem, segura e atender ao que me é necessário se o mundo em que vivo contribua para tal intento. Então, acaba por ser fundamental eu auxiliar no bem maior, no bem comum, no apoio a outros para que suas demandas também sejam atendidas. Quando, cada um de nós colabora para um mundo melhor, o mundo pessoal de cada um também melhora.

– Interessante. É uma ação conjunta. Muitas ideias a se pensar. Um sonho, não?

– Sim, o sonho da reconciliação!

– Reconciliação, como assim?

– Exatamente. Quando olho para mim e me pego no colo, contribuo comigo, não delego aos outros a dolorosa tarefa de me curar, posto impossível. Isso é também altruísmo. Posso também aceitar o auxílio de outros e posso também, quanto mais inteira estou, ir ao socorro de muitos. Estranho, mas parece que auto amor e o amor por outros são duas faces da mesma moeda. Cada um entendendo que amar, em última instância, significa amar o outro.

– Me perdi, não falavas sobre amar a si mesmo.

– Isso é um binômio, pois a almejada felicidade não acontece em duas dimensões, dentro de nós ou fora de nós. É um fenômeno multidimensional, acontecendo na plenitude do ser, por onde quer que ele se manifeste. Qualquer um caminhando em plenitude, dará o seu melhor a favor de si e dos outros.

– Fale um pouco mais.

– Acho que há uma lição, ensinada há séculos, que resume tudo isso: Amar ao próximo como a ti mesmo!

Nesse momento, com espanto, o interlocutor olhou no fundo de seus olhos no espelho.

Irmãos M. C.

Ele é advogado, ela é psicóloga e ambos gostam de conviver, conversar e refletir sobre a vida.

Comportamentos agressivos em crianças e adolescentes: o que pode estar acontecendo?

cry-62326_960_720Por: Katia Negri

Recentemente a mídia e as redes sociais têm veiculado casos em que, adolescentes e crianças utilizam agressividade (tanto física quanto verbal) para lidar com situações de estresse, conflitos com amigos, pais ou professores. Esses comportamentos, muitas vezes impulsivos, acabam nos deixando preocupados e sem saber como lidar com esse tipo de situação.

Vamos iniciar nossa discussão procurando compreender o que existe “por trás” dos nossos comportamentos e atitudes em geral? Para ilustrar, gostaria de contar algo que aconteceu comigo há algum tempo: Enquanto eu aguardava para embarcar, em um aeroporto bem movimentado aqui no Brasil, fui surpreendida por uma senhora que se aproximou de mim e me abraçou. Fiquei sem entender a princípio, mas senti carinho naquele abraço, apesar de sermos totalmente desconhecidas. Depois de algum tempo, ela olhou nos meus olhos e disse: Você me lembra minha filha, por isso quis te abraçar! Passado o susto, fiquei ali com meus pensamentos. Enquanto via a senhora se afastar, comecei a imaginar o que poderia ter acontecido com ela: Será que a filha havia se mudado para outra cidade? Será que ela havia perdido a filha? Não era possível desvendar a situação, mas sabemos que a atitude dela foi motivada por um ou mais sentimentos de intensidade significativa.

A história acima (que me impactou e ficou marcada em minha memória) ilustra a ideia de que: “Por trás” dos nossos comportamentos existem sentimentos. Os sentimentos estão presentes em nós o tempo inteiro, e muitas vezes reagimos a eles de forma automática, ou seja, antes mesmo de reconhecer e identificar o que estamos sentindo, vamos para a ação.  O abraço apertado no aeroporto é uma reação aos sentimentos presentes naquela senhora, naquele instante. Da mesma maneira, o tapa ou a palavra ofensiva também são reações. A diferença é que no segundo caso, quem reage agressivamente provavelmente está lidando com um ou mais sentimentos que chamamos de “desagradáveis” (aqueles que nos incomodam como raiva, medo, ódio, etc…).

Tente se lembrar de alguma situação em que você ou algum conhecido agiu movido por sentimentos desagradáveis, como a raiva, por exemplo, e depois se arrependeu do que fez. Podemos listar uma série de histórias, não é mesmo? Da mesma forma acontece com os jovens e as crianças – eles sentem, reagem e depois precisam lidar com as consequências das suas reações, que em muitos casos são desastrosas e trazem ainda mais desconforto!

Por isso, as repreensões e punições aplicadas por pais e professores acabam tendo pouco efeito educativo, por melhor que sejam as intenções. Elas não ensinam que existem outras possibilidades e não desenvolvem as habilidades emocionais e sociais, fundamentais para lidar de forma mais positiva com as dificuldades da vida e ser capaz de pensar antes de agir, avaliar as conseqüências e fazer boas escolhas.

Parece muito bom que crianças e jovens desenvolvam essas habilidades, não é mesmo?

A boa notícia é que isso é possível por meio de programas de Educação Emocional, como Amigos do Zippy e Passaporte: Habilidades para a Vida, que instrumentalizam as crianças e jovens para lidar com as dificuldades do dia a dia, estimulando-as a identificar e a falar sobre seus sentimentos e a explorar várias maneiras de lidar com eles.

Para saber mais sobre os nossos cursos e programas, entre em contato conosco: www.asecbrasil.org.br

E quando estiver diante de alguma notícia veiculada na mídia ou vídeo nas redes sociais que exponham crianças ou jovens com atitudes agressivas, que tal fazer o exercício de imaginar os sentimentos que eles estão experimentando e qual seria a melhor forma de ajudá-los naquele momento, ao invés de compartilhar em redes sociais?