Brava, bravinha, esquentada!

angry-2191104__340Por: Daniela Selingardi

Brava, bravinha, esquentada… São vários os nomes usados na tentativa de enquadrar ou definir uma pessoa a partir de uma situação. É só um aspecto, mas a força de generalizar nos faz, por vezes, acreditar que “somos” e não apenas “estamos” bravos, furiosos, zangados… Pois é, normalmente as pessoas que criam “rótulos” não  perguntam os motivos, nem tão pouco refletem se foi o comportamento delas mesmas que os gerou ou o que teria contribuído para aquelas reações que agora viram rótulos.

Claro, que a ideia não é justificar o que sentimos em consequência da ação do outro, nem responsabilizar o mundo por reações inadequadas de algumas pessoas, mas, é necessário considerar o impacto em suas relações e escolher como agir. O fato é que, aprendemos a enxergar alguns rótulos como negativos nas outras pessoas, e por isso nos sentimos desconfortáveis quando percebemos que eles também estão em nós. Isso, por que seria “colocar luz”  em algo que tentamos esconder… Até a próxima vez que emergir.

Cada vez mais, vejo situações em que as pessoas se sentem desconfortáveis ao se sentirem rotuladas, e isso pode acontecer nas diferentes relações, seja de trabalho, familiar, com amigos ou com o par. Muitas pessoas passam por isso – E com o tempo o estresse vivido leva à exaustão, o sorriso vai embora, a produtividade cai e o corpo adoece.

Acompanhei de perto alguém que por anos enfrentou o rótulo de: “brava, bravinha”. Tentava se justificar ou se recolhia achando estar se excedendo. Perdeu o brilho nos olhos, o sorriso e o sono. Até que percebeu que, era chamada assim quando dizia o que pensava, por vezes de forma forte e clara, quando colocava limites e não concordava com desrespeito, negligência ou apenas fazia uma tentativa de mostrar aos outros o que sentia, pensava e sobre a energia que circulava por dentro dela, na tentativa de lidar com o que acontecia.

 Era a vontade de viver cada momento com vida e coerência, com seus sentimentos e pensamentos, era usar de transparência para se mostrar por inteiro e ser aceita como realmente era, pois assim se sentia viva.

 Desenvolver recursos para se sentir melhor, ter uma comunicação assertiva e melhorar os relacionamentos, são habilidades que podem ser aprendidas e nos levam a uma vida mais plena. Se quer saber como seu ambiente pode se tornar mais saudável e produtivo, fale com a ASEC. Oferecemos cursos e workshops para adultos, assim como os programas para crianças e jovens com comprovação científica de eficácia.

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Daniela é Psicóloga, Mestre em Psicologia escolar e desenvolvimento humano pelo Instituto de Psicologia da USP/SP e monitora certificada para formação de docentes em desenvolvimento de competências socioemocionais pela ASEC.

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