Dando voz aos sentimentos

dando voz aos sentimentosPor: Neide Almeida

Mas, e como podemos ouvir de forma a contribuir para que o outro possa buscar dentro de si mesmo alternativas e estratégias eficazes para lidar com os sentimentos que está experimentando e as circunstâncias que está vivendo?

Pense se você já esteve na situação em que uma pessoa  compartilhou algo com você que parecia não ter muito sentido, as informações não batiam, ou a pessoa te contou novamente algo que ela já havia contado e você percebeu que o relato estava diferente do da primeira vez, ou a pessoa fez perguntas que ela mesma respondeu. Isso acontece porque essa pessoa está fazendo um esforço interno, tentando organizar seus pensamentos e nomear seus sentimentos.

Podemos ajudá-la neste processo se deixarmos nossas experiências e crenças de lado nesse momento e focarmos no que é a vivência para ela, que talvez não seja semelhante à nossa, mas é a dela e, nesse momento, ela pode descobrir mais sobre isso com a nossa ajuda.

Podemos, com a nossa escuta atenta, ser reflexo do que ela está dizendo e sentindo, para que ela se ouça. Podemos comunicar o que estamos compreendendo de forma afetuosa. Uma forma de fazer isso, por exemplo, é repetindo as últimas palavras de frases que a pessoa nos diz ou a parte relevante da narrativa ou o sentimento que percebemos  no relato.

Por exemplo, se alguém nos diz: “Hoje eu queria mais é ficar na cama, longe de tudo hoje e que esse feriado acabe logo”

Sentimento percebido – “Me parece que você está entediada…”

Parte relevante – “Estou percebendo que você queria ficar longe de tudo hoje…”

Últimas palavras – “ Você gostaria que o feriado acabasse logo não é…”

Assim, ajudamos a pessoa a se ouvir e a perceber que a estamos ouvindo também.

A compreensão empática, nos fortalece e nos ajuda a encontrar nosso equilíbrio, porque nos ajuda a entrar em contato com nossos sentimentos, ideias, crenças e pensamentos sem julgamento ou censura. Em função da importância dessa habilidade de “se ouvir” e ouvir o outro de forma empática, no Amigos do Zippy, as crianças começam a aprender desde as primeiras aulas a perceber a si mesmas e aos outros, ouvir e comunicar de forma eficaz seus pensamentos e sentimentos,  fortalecendo-se, assim, para os desafios do dia a dia.

Para saber mais sobre o Amigos do Zippy e outros programas de desenvolvimento socioemocional, acesse: www.asecbrasil.org.br ou www.amigosdozippy.org.br

 

neideNeide Almeida

Atuou por 7 anos no PróHosic em Taubaté no apoio à pacientes e familiares do Depto. de Oncologia e atuou no mesmo período no CVV – Centro de Valorização da Vida, no atendimento emocional à pessoa em crise. Há 10 anos atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.

 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: