Mensagens que salvam – como garantir a segurança emocional das crianças

mae e filhoPor Tania Paris

Por conta da onda do desafio da Baleia Azul, perguntei a meu neto, de 8 anos, se ele já havia ouvido falar sobre isso e o que achava. Para minha agradável surpresa, após dizer que sim, ele acrescentou:

– Não tem nada a ver entrar nisso. A Baleia Azul é ameaça e … lembra, Tania? … nós aprendemos no Zippy que ninguém tem o direito de ameaçar. “Zippy” é como as crianças se referem ao programa de Educação Emocional denominado Amigos do Zippy. Por meio de suas aulas as crianças desenvolvem habilidades emocionais e sociais para lidar com as dificuldades da vida. Uma das aulas é sobre bullying e nela os professores afirmam:

  1. Ninguém tem o direito de ameaçar outra pessoa
  2. Quem se sentir ameaçado tem o direito de pedir ajuda

Essas afirmativas são solenes, porque há a intenção de ficarem na memória das crianças da mesma forma que os pais esperam que lembrem sempre do “olhe para os dois lados antes de atravessar a rua”.

Quando nossos filhos são pequenos, quase que intuitivamente gravamos mensagens de segurança física na cabecinha deles. Lembro-me de que quando minhas filhas passaram a sair sozinhas eu pedia para que levassem “o dinheiro do ladrão” – algo para darem logo se fossem assaltadas, pois eu queria, acima de tudo, que elas não reagissem a um assalto, que tivessem calma e “uma mensagem gravada na cabeça” (foi uma mensagem dessas que me salvou um dia, norteando-me numa situação crítica). Cada vez que se despediam, eu perguntava se estavam levando o dinheiro do ladrão. Então, quando o Arthur reproduziu com suas palavras uma mensagem de segurança emocional, me coloquei a pensar na força de discutir essas importantes questões fora do perigo, exatamente para que o perigo não se aproxime.

A combinação de duas variáveis ajuda a não ser atropelado: olhar para os dois lados antes de atravessar a rua; e ter preparo físico para conseguir chegar do outro lado. A combinação de duas variáveis ajuda a não ter comportamentos autodestrutivos: ter discernimento de que qualquer opção só é boa se não prejudicar ninguém; e ter preparo emocional, por meio de habilidades emocionais e sociais, para lidar com os desafios que a vida nos apresenta.

Para conhecer o nossos programas de educação socioemocionais para crianças e adolescentes, acesse: www.asecbrasil.org.br

foto-tania-para-publicidadeTania Paris fundou a Associação pela Saúde Emocional de Crianças para dar oportunidades às crianças de aprenderem, desde muito cedo, a lidar com seus sentimentos e com as dificuldades da vida. “Amigos do Zippy” é um programa internacional de Educação Emocional, representado exclusivamente pela ASEC no Brasil, que é desenvolvido em escolas pelos próprios professores das crianças. www.az.org.br

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