O sentido do sentir

1103A11E-E2C9-466C-95CD-69EBBC3A75F2Por Neide Almeida

Nossos sentimentos estão para nossa saúde como alertas, sinais, avisos.

A medida que vamos percebendo o mundo, os acontecimentos, o nosso sentir se manifesta em uma experiência agradável e/ou desagradável.

Quando nos sentimos ameaçados, vários sentimentos tomam conta de nós e reagimos, entramos num processo de lidar com eles.

Uma das maneiras de lidar com a experiência de sentimentos desagradáveis é falar sobre, e se encontramos alguém que nos ouça, contam os que já experimentaram, que ajuda a aliviar, a compreender melhor a situação, avaliar decisões com mais leveza e tranquilidade.

Nesse momento em que estamos em circunstâncias de stress elevado, buscando cuidar de nós e, especialmente, do nosso idoso, é muito eficaz, oportunizar espaços de fala e escuta amorosa, cuidando da saúde emocional.

Especialmente os idosos, que estão no grupo de risco, se for dado a oportunidade a eles de falarem sobre como estão se sentindo, o que estão pensando sobre esse momento, pode ajudar a quem já se sente isolado socialmente,  perceber mais segurança, interesse às suas opiniões e compreendidos em suas aflições.  Facilitar lembranças agradáveis, situações engraçadas vividas em famílias e amigos, netos, fotos enviadas virtualmente, entre outras coisas que você pode pensar, também podem ajudar nos dias de confinamento.

Pense numa maneira de oferecer essa escuta, as vezes virtual, as vezes escrita, desenhada, cantada… Use a criatividade! É agora que a simplicidade dos relacionamentos reforça vínculos afetivos promovendo saúde.

Respeitando, dentro do possível, os cuidados, podemos ouvir e estabelecer uma comunicação empática, validando e informando de maneira segura que, se mantivermos nossos corações vibrando no afeto, podemos superar essa pandemia e depois poderemos abraçar além dos braços, beijar além de lábios, expressar amor além  da distância.

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Neide Almeida atuou por 7 anos no PróHosic, em Taubaté, no apoio à pacientes e familiares do Depto. de Oncologia e atuou no mesmo período no CVV – Centro de Valorização da Vida, no atendimento emocional à pessoa em crise. Há 10 anos atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.

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