Os benefícios do relaxamento para a saúde física e emocional

person-1001258_960_720Por Andréa C. Monteiro

Quando estamos diante de situações que “nos tiram do sério”, frequentemente escutamos a sugestão de respirar fundo e contar até dez. Mas, qual a função disto? Você já experimentou colocar em prática?

Ao longo de todo o programa Amigos do Zippy, as crianças são incentivadas a fazer um breve relaxamento no início de cada aula. Não há uma regra específica, o importante é ajudá-las a encontrar formas de se acalmar: seja respirando fundo, ouvindo uma música tranquila ou imaginando-se em um lugar agradável. E, se as crianças no início parecem um pouco desconfiadas, fazendo o relaxamento com os olhos entreabertos, com o passar do tempo este exercício se torna prazeroso e um recurso importante de autocontrole para muitas delas. Assim, quando se encontram diante de situações de conflito – especialmente aquelas que envolvem sentimentos fortes como a raiva – elas podem contar com o relaxamento para se acalmar e depois buscar soluções mais eficazes.

E os benefícios do relaxamento vão além: Daniel Goleman, o renomado psicólogo e autor do livro Inteligência Emocional, estudou ainda na década de 1970 os efeitos da meditação e do relaxamento no controle do estresse. Em seu livro, A arte da meditação, Goleman aponta que algumas técnicas de relaxamento, consideradas inicialmente apenas como um meio para aliviar a tensão e a preocupação mental, mostraram efeitos também em funções imunológicas, auxiliando no combate de doenças cardíacas, com controle da pressão sanguínea; da diabetes, com a regulagem de gliocese; da asma, com a diminuição das reações emocionais que geralmente precedem os ataques; e mesmo na diminuição da dor em pacientes com dor crônica.

Goleman aponta que meditação e relaxamento são coisas distintas, mas que a meditação é mais utilizada hoje como uma técnica rápida e fácil de relaxamento. “Todas as técnicas de relaxamento estão sendo usadas por pacientes dos mais variados tipos, principalmente nos casos em que o estresse é a causa principal do problema – e existem pouquíssimos casos em que isso não ocorre”. O autor aponta que estas técnicas são indicadas também no combate aos efeitos colaterais da hemodiálise, da quimioterapia, das desordens gastrointestinais, da insônia, enfisema e doenças de pele, bem como coadjuvante nas psicoterapias.

Mas, de acordo com o psicólogo, ainda é preciso diferenciar como o relaxamento e a meditação podem ser usados com mais eficácia de acordo com as pessoas e com os problemas.

De qualquer forma, “pesquisas evidenciam com a maior clareza que esses métodos oferecem um poderoso meio de despertar a capacidade interior dos pacientes para que participem de sua própria cura”, afirma Goleman.

Então, seja através de técnicas específicas ou do seu jeito pessoal, seja como um recurso para seu autocontrole ou para sua saúde física, por que não experimentar?

Relaxe!

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