Sobre ser mais…


Por Neide Almeida

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Parando para pensar sobre o “ser mais.

De  uma forma muito inquietante esse assunto me vem a mente há alguns anos.

Porque ser mais? Mais feliz, mais saudável, mais amado, mais próspero, mais alegre? Ora bolas, se já sou feliz, se já sou saudável, porque ser mais? Já sou!

Me parece uma ideia competitiva, um tanto manipuladora, fomentando alta ansiedade, muito propícia ao consumismo adoecido.

Mais bonita, mais jovem, mais inteligente, mais viril, mais ligada, mais cheiroso, mais liberal, mais popular. E mais pleno? Não basta ser pleno, ainda tentam  vender a ideia de ser mais pleno.

Será mesmo que preciso ser mais, e mais e mais? Já não sou o suficiente, já não tenho o essencial?

Libertar-se de amarras que ditam o nosso próprio bem estar é um dos ganhos de desenvolver habilidades socioemocionais. Reconhecer as próprias necessidades, valores, aptidões, naturalizar as diferenças e apoiar-se nas ações que trazem bem estar mútuo é um caminho saudável para ter uma vida produtiva e feliz.

Desenvolver-se para lidar com os desafios da própria vida e fazer escolhas conscientes.

Autônomo das nossas necessidades e potencialidades nos colocamos no mundo com mais leveza e criatividade, e assim contribuímos, conscientemente, para o desenvolvimento dos espaços que ocupamos, saindo do mim para o nós.

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Neide Almeida

Atuou por 7 anos no PróHosic em Taubaté no apoio à pacientes e familiares do Depto. de Oncologia e atuou no mesmo período no CVV – Centro de Valorização da Vida, no atendimento emocional à pessoa em crise. Há 10 anos atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.

 

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