Solidão ou solitude? Qual caminho você vai seguir?

Solidão ou solitude? Qual caminho você vai seguir?

Por Miriam Lamana

 

Solidão

Tive acesso a alguns artigos que falam que a solidão é uma epidemia que foi turbinada por esse momento de profunda mudança social e tecnológica.

Nós, humanos, somos mamíferos sociais, precisamos interagir, somos dotados de mecanismos biológicos que nos movem em direção as interações sociais, desde nossos ancestrais, pois é a presença do outro que nos garantiu apoio e proteção.

A questão agora é que a solidão está, de fato, sendo considerada uma preocupação de saúde pública. Mas qual é o mecanismo fisiológico de se sentir sozinho?

Pesquisas foram publicadas para esclarecer essas questões. Os pesquisadores descobriram que o isolamento social afeta a ativação dos neurônios dopaminérgicos e serotoninérgicos, que são essenciais para o nosso bem-estar emocional.

Outro ponto importante, e que é fundamental para esse nosso momento, é que nosso cérebro reage de forma semelhante aos encontros presenciais e virtuais. Ótima constatação não é mesmo?

Segundo o estudo, o isolamento pode mudar fisicamente o cérebro ao longo do tempo, deixando-nos mais ansiosos, desconfiados e com raiva. Uma vídeo chamada pode neutralizar essas emoções e ajudar você a se sentir mais conectado com as pessoas ao seu redor.

“Trabalhar em casa não é fácil e requer um pouco de disciplina; portanto, você deve dedicar tempo à socialização”, afirmou a Dra. Sarita Robinson, PhD, CPsychol, SFHEA, ICPEM, especialista em neuropsicologia da sobrevivência e professora principal de psicologia na Universidade de Lancashire.

Ver as pessoas que você conhece na tela, sejam colegas de trabalho, amigos ou familiares, ativará seu cérebro da mesma maneira que os ver presencialmente, pois permitem interpretar os rostos e entender suas emoções. As Interação social de todos os tipos é crucial para a saúde do cérebro, mas o contato visual com outras pessoas parece ser particularmente bom para nós.

Os chats por vídeo também podem reduzir a ansiedade, principalmente em momentos difíceis. “Contamos com o apoio social de nossos colegas diariamente e pode ser muito difícil se não recebermos esse apoio social”, diz o Dr. Robinson. “Quando você está com suas próprias ansiedades e preocupações pode parecer muito maior do que quando podemos compartilhá-las com um amigo. Conversar, rir ou simplesmente compartilhar preocupações com as pessoas pode nos ajudar a sentir menos ansiedade”.

Outro ponto levantado é observar que, para algumas pessoas, a ansiedade social pode significar que é melhor se você mantiver o vídeo desligado durante algumas chamadas, limitar o número de pessoas por reunião ou fazer chamadas telefônicas. Conversar com seu gestor e colegas, pode contribuir com o melhor gerenciamento de seus sentimentos.

Inclua procedimentos de autocuidado que acalmem a ansiedade, como meditação guiada, registro em diário, conversas com amigos e/ou com um terapeuta, entre outras.

Cuide também dos hábitos alimentares e cuidados físico, pois pesquisas têm revelado que a solidão e o isolamento podem levar as pessoas a comportamentos menos saudáveis, desde a má alimentação e o fumo até consumo de álcool e ausência de atividade física.

Referências:

https://www.psychologytoday.com/us/blog/brain-chemistry/201712/the-neuroscience-loneliness?fbclid=IwAR3T5LM–SJx05ee-36c5LhSr_lfKaUWtoLjraTQCMrWfnZ1KRCTrBRcHYM

https://www.bustle.com/p/how-videochatting-changes-your-brain-according-to-experts-22639226

https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/bem-estar/solidao-pode-literalmente-acabar-com-o-seu-coracao?fbclid=IwAR0-xfFHbn70g_JNgpLGkJRKi3xBlsLsII9Noa2p2JXD3Wr2lzsc2D6fbD0

miriam
Miriam  Lamana, psicóloga com mais de 28 anos de vivência em organizações, com MBA em Gestão e Finanças e especializações em Coaching e desenvolvimento humano. Na ASEC desde 2012, como monitora na capacitação de professores no desenvolvimento de competências socioemocionais e na coordenação das atividades em São Paulo.

Contato: miriam.lamana@asecbrasil.org.br

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