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Você sabe reconhecer os sinais que mostram que seu filho está precisando de ajuda?

nails-1420329_960_720Por: Katia Negri

Sabe aquele dia em que seu filho chega da escola e você percebe que ele não está bem ou que aconteceu alguma coisa? Sim, ele pode estar passando por alguma dificuldade e isso transparecer na sua expressão facial, no jeito de andar, na voz, na postura, nos comportamentos e por aí vai… E nós, logo identificamos essas mudanças, mas nem sempre sabemos ao certo o que está acontecendo, por isso ficamos também sem saber como ajudá-los.

Observar nossos filhos é fundamental para que possamos perceber quais são os sinais que demonstram que algo não vai muito bem, pois nem sempre é fácil para as crianças e para os jovens falar ou pedir ajuda. Por isso, é muito importante que nós pais estejamos atentos a esses sinais, para que possamos oferecer nosso apoio e, assim, de forma gradativa, eles poderão perceber que podem confiar em nós e pedir ajuda.

Mas, quais são esses sinais? Quando devemos ficar alertas em relação aos nossos filhos?

Destacamos abaixo alguns deles, que podem ser mais comuns, mas é claro que, diante das dificuldades, cada um vai reagir de uma maneira, por isso é importante estarmos próximos, observar e oferecer apoio.

1. Seu filho está mais calado que o habitual, isolando-se mais e evitando contato com você ou com outras pessoas?
2. Você notou uma certa agressividade em sua voz, ou em seus comportamentos? Por exemplo: responder gritando, jogar objetos, etc.
3. Ele tem se mostrado mais irritado?
4. Demonstra falta de interesse pela escola e/ou pelos amigos?
5. Está apático, não quer sair de casa ou fazer atividades que antes lhe davam prazer?

Esses são alguns sinais importantes que podem caracterizar que as crianças ou os jovens estão passando por uma situação de dificuldade. Bullying, rejeição, dificuldade para solucionar conflitos com os amigos, dificuldades de relacionamento – esses podem ser alguns motivos que causam sofrimento nas crianças e jovens, e que podem despertar muitos sentimentos como tristeza, raiva, medo, angústia.

Perceber que os nossos filhos estão diante de alguma dificuldade que traz sofrimento a eles é algo que nos preocupa, não é mesmo? Por isso, muitos pais na tentativa de ajudar os filhos acabam fazendo certa pressão para que eles falem o que aconteceu, ou procuram obter alguma informação com a escola ou amigos antes mesmo de conversar com os eles.

Porém, é fundamental que possamos mostrar aos nossos filhos que eles podem contar conosco e que estamos ali para apoiá-los! E para isso, existem algumas estratégias que podem ajudar:

1. Reserve um tempo para conversar com seu filho. Sabemos o quanto muitas vezes nosso dia a dia é corrido, por isso, destinar um tempo para estar com ele é fundamental.
2. Ouça-o, leve em consideração seus sentimentos, se aproxime como pessoa (lembre-se que você já foi criança e adolescente), procure não julgar e sim compreender.
3. Ofereça apoio para que ele possa se sentir melhor e para encontrarem juntos formas positivas para lidar com as dificuldades.
4. Respeite o tempo dele. Mostre-se disponível, mas não “force a barra”.
Permita que o amor imenso que você sente por seus filhos se reflita nos seus gestos, nas suas palavras, no seu olhar, no seu toque… Fortalecendo cada vez mais o vínculo entre vocês!

Para conhecer os nossos Programas de Educação socioemocional, acesse: www.asecbrasil.org.br

Mensagens que salvam – como garantir a segurança emocional das crianças

mae e filhoPor Tania Paris

Por conta da onda do desafio da Baleia Azul, perguntei a meu neto, de 8 anos, se ele já havia ouvido falar sobre isso e o que achava. Para minha agradável surpresa, após dizer que sim, ele acrescentou:

– Não tem nada a ver entrar nisso. A Baleia Azul é ameaça e … lembra, Tania? … nós aprendemos no Zippy que ninguém tem o direito de ameaçar. “Zippy” é como as crianças se referem ao programa de Educação Emocional denominado Amigos do Zippy. Por meio de suas aulas as crianças desenvolvem habilidades emocionais e sociais para lidar com as dificuldades da vida. Uma das aulas é sobre bullying e nela os professores afirmam:

  1. Ninguém tem o direito de ameaçar outra pessoa
  2. Quem se sentir ameaçado tem o direito de pedir ajuda

Essas afirmativas são solenes, porque há a intenção de ficarem na memória das crianças da mesma forma que os pais esperam que lembrem sempre do “olhe para os dois lados antes de atravessar a rua”.

Quando nossos filhos são pequenos, quase que intuitivamente gravamos mensagens de segurança física na cabecinha deles. Lembro-me de que quando minhas filhas passaram a sair sozinhas eu pedia para que levassem “o dinheiro do ladrão” – algo para darem logo se fossem assaltadas, pois eu queria, acima de tudo, que elas não reagissem a um assalto, que tivessem calma e “uma mensagem gravada na cabeça” (foi uma mensagem dessas que me salvou um dia, norteando-me numa situação crítica). Cada vez que se despediam, eu perguntava se estavam levando o dinheiro do ladrão. Então, quando o Arthur reproduziu com suas palavras uma mensagem de segurança emocional, me coloquei a pensar na força de discutir essas importantes questões fora do perigo, exatamente para que o perigo não se aproxime.

A combinação de duas variáveis ajuda a não ser atropelado: olhar para os dois lados antes de atravessar a rua; e ter preparo físico para conseguir chegar do outro lado. A combinação de duas variáveis ajuda a não ter comportamentos autodestrutivos: ter discernimento de que qualquer opção só é boa se não prejudicar ninguém; e ter preparo emocional, por meio de habilidades emocionais e sociais, para lidar com os desafios que a vida nos apresenta.

Para conhecer o nossos programas de educação socioemocionais para crianças e adolescentes, acesse: www.asecbrasil.org.br

foto-tania-para-publicidadeTania Paris fundou a Associação pela Saúde Emocional de Crianças para dar oportunidades às crianças de aprenderem, desde muito cedo, a lidar com seus sentimentos e com as dificuldades da vida. “Amigos do Zippy” é um programa internacional de Educação Emocional, representado exclusivamente pela ASEC no Brasil, que é desenvolvido em escolas pelos próprios professores das crianças. www.az.org.br