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Problemas ou Soluções. Onde está seu olhar?

menina pensativaPor: Valdene Fraga

 

Muitas pessoas não pensam sobre as estratégias que usam. Esclarecer isso pode ajudar a termos mais clareza sobre quando o processo de escolha de estratégias começa e como funciona. E uma vez identificado esse processo, ele pode ser alterado.

Ouso dizer que as soluções das questões que nos incomodam estão no problema.

Você já pensou por que nos aprisionamos nas dificuldades/problemas que, muitas vezes, roubam nossa energia de vida?

Sabe aquele mal-estar, sentimento que informa que estamos girando em círculo, patinando na encrenca que se apresenta, sem vislumbrar saídas?

Após esforços, saímos da encrenca, usando os recursos de que dispúnhamos naquele momento (pensamentos, atitudes, ações, com ou sem ajuda externa)… que alívio, a crise passou!

Acontece que vira e mexe, diante das muitas demandas que nos mobilizam, nos vemos, de novo, presos numa nova encrenca que se apresenta.

Ops! Será que o padrão se repete?

Isso tem base bem fundamentada, pois a intenção do nosso mecanismo é “boa”. Trata-se de uma adaptação evolutiva que nos ajuda a evitar perigos e a reagir de forma mais rápida a situações de crise.

Esse é um convite para chacoalhar os conceitos sobre como é o seu olhar para as dificuldades e ampliar a busca de novas estratégias.

Pressupõe-se que uma determinada forma de resolver o problema é uma “habilidade” que se adquiriu. Um jeito de reagir, que foi se assentando, por meio de escolhas que funcionaram em dado momento.

Ficamos satisfeitos e “bingo!” Nosso cérebro sequioso de bem-estar, como que arquiva esse jeito de responder, e o usa como referência para outras situações.

Passamos a generalizar o uso de respostas que funcionaram para situações similares. Ficamos acomodados, não percebemos que a experiência é nova a cada situação e pede estratégias atualizadas.

Ao aceitar que tomamos como “habilidades” a forma de repetir soluções para resolver problemas, podemos perceber que é possível aprender uma habilidade diferente: “focar em soluções”.

Inverte-se a postura para “buscadores de soluções”. O bem-estar que tal atitude, conectada com a ação, promove no nosso estado emocional ancora sentimentos de confiança, autoestima e capacidade.

Esse olhar ativo e o treino constante em “soluções”, promove a “habilidade” e deixa para trás o que não serve mais: “o peso do problema”.

Imagine-se como uma criança aprendendo a ser buscador de soluções, consciente dos sentimentos envolvidos, como valor de saúde integral. Em ambiente solidário, acolhedor e que facilita experimentação.

O programa Amigos do Zippy, promove ambiente e treino cuidadoso junto aos professores no desenvolvimento destas habilidades em crianças.

Quer conhecer a ASEC e os programas que desenvolve? Em nosso Site www.asecbrasil.org.br, você poderá analisar os benefícios.

Considere que sua escola pode ter o diferencial de promover Saúde Emocional como um caminho para a melhoria do futuro de nossas crianças.

 

foto Val peq

Valdene Fraga

Psicóloga formada pela Universidade Braz Cubas com especialização em Programação Neurolinguística, Gestalt Terapia e Psicodrama. Atuou em várias empresas em Recursos Humanos na formação de colaboradores, orientação profissional Individual e em grupos. E é Monitora habilitada em Formação de Docentes para desenvolvimento de competências sócio emocionais, pela ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças, desde 2006.

 

 

 

Nossa postura ante os fatos

nossa postura 1

Por: Neide Almeida

Já assistiram a uma situação de violência onde havia pessoas se agredindo fisicamente e ficaram pensando no que os levou a se baterem como se um quisesse destruir o outro?

Não é fácil se controlar depois que um conflito se estabeleceu e que os sentimentos foram a um nível em que nos sentimos abalados. Nossa capacidade de pensar fica prejudicada e a partir daí só há raiva no comando. Lembram-se da  frase “A raiva cega” ou “Fiquei cego de raiva”?

Mas é possível lidar com isso de uma forma diferente, você sabia?

Manter o autocontrole de maneira que os nossos sentimentos não nos dominem e nos ceguem é uma habilidade que pode ser adquirida. Vamos treinar ?

Como exercício, vamos pensar em um termômetro que dá sinal de que a temperatura está aumentando e que precisamos fazer algo para colocá-la novamente no nível ideal para manter nossa saúde.

Então, quando percebermos nosso termômetro emocional nos avisando que existe um sentimento desagradável em nós, podemos também aprender o que fazer para manter as nossas ações assertivas. Podemos nos perguntar, por exemplo:

 – O que eu estou sentindo e por que eu estou me sentindo assim ?

Para lidar com o que estamos sentindo, podemos pensar em várias coisas que possam nos fazer sentir melhor, aliviando a nossa tensão e não deixando o nível do termômetro subir a um nível indesejado e perigoso.

Pode ser que precisemos experimentar muitas estratégias para nos sentirmos melhor.  Assim, ficamos em melhores condições para podermos analisar a situação e o que ela realmente representa para nós.

Por esses motivos, é importante ensinar as crianças a se acalmarem em situações estressantes  e, no  Programa Amigos do Zippy, elas aprendem a criar estratégias desde as primeiras aulas, desenvolvendo sua capacidade para se acalmar e fazer escolhas eficazes diante de um conflito, cuidando dos sentimentos envolvidos e evitando colocar-se em situações de risco, usando a comunicação.

Para conhecer o Programa Amigos do Zippy, acesse: www.amigosdozippy.org.br

neide

Neide Almeida

Atuou por 7 anos no PróHosic em Taubaté no apoio à pacientes e familiares do Depto. de Oncologia e atuou no mesmo período no CVV – Centro de Valorização da Vida, no atendimento emocional à pessoa em crise. Há 10 anos atua  como Monitora Formadora de professores em Educação Emocional na ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.